“Desenhe uma árvore…”.

tree.jpg

Ao fundo, é assim que um amador vê em sua mente a árvore que começa a desenhar.

No primeiro plano, é como um artista vê a árvore - antes de começar a desenhar.

O artista tem nitidez.

A nitidez serve para o artista, para o estrategista, para a vida pessoal.

Às vezes achamos que sabemos, achamos que lembramos, achamos que temos a visão panorâmica das coisas; …mas na verdade, temos apenas uma noção, um borrão.

Não sabemos explicar direito e sintetizar o que entendemos; somos incapazes de fazer a lista exaustiva do que lembramos sem a sensação de que há algo faltando; ou não conseguimos concatenar as ideias ou encontrar a configuração ótima do plano de execução: falta nitidez.

É o mesmo tipo de nitidez que falta a um amador ao desenhar uma árvore, enquanto vai improvisando conforme desenha, em oposição ao traço preciso do artista que já sabe, antes, em sua imagem mental, qual exato detalhamento quer atingir: em cada galho e folha, com efeitos de sombra e de luz.

A nitidez te mostra o que há, em vez de apenas mostrar os vultos dos fantasmas que te assombram: vê-los sem véu e na sua integridade.

Já a clareza é o filtro do que foi desvendado: de tudo que há, o que realmente importa? A clareza é o menos: é o que cabe, que é gerenciável, que é executável; remove a aspiração fantasiosa, remove o excesso, remove o que pouco impacta. A clareza te traz convição.

Com nitidez e clareza, a vida fica muito mais fácil.

Saber organizar e perceber informações é o que habilita nitidez e clareza.

Gerenciar informações torna a vida mais fácil.