draf May 19, 2025

Constantemente ao longo da vida haverão  coisas que nos desviam dos nossos objetivos.

Sejam, acasos, contratempos, ou escolhas. Por exemplo, a ressaca da noite passada pode prejudicar o desempenho do dia seguinte. A morte de um familiar. Uma doença ou um acidente. A falta de energia elétrica ou de internet, que te impede de trabalhar no projeto planejado. Uma dificuldade inesperada em uma tarefa que prejudica o cronograma das demais. Uma reunião marcada que não aconteceu, por problemas e contratempos de outras pessoas. O mau desempenho de outras pessoas em uma tarefa que foi delegada. A dieta que foi furada no final-de-semana. A academia que foi deixada de lado nas viagem de férias de 1 mês - e que é difícil retomar.

Desvios fazem parte da vida. Alguns deles são incontroláveis, alguns desvios são controláveis.

Mas sendo desvios tão constantes e naturais, o simples avanço em direção à retomada do rumo original é em si um avanço.

Sim, estamos aquém de onde já estivemos. Mas ir em direção aonde já estivemos é um avanço em relação a onde queremos chegar.

Pois desvios não são derrotas - são naturais. A derrota seria deixar de retomar o rumo.

Retomadas de rumo não são confortáveis. Mas a constante retomada de rumos, a ponto de virar um hábito, exercita a expansão da zona-de-conforto. Cada vez fica menos desconfortável. Cada vez fica mais natural.

Estar constantemente perdendo, mas retomando o rumo, é parte do trabalho. O progresso nunca é linear. É a expectativa correta, que se deve saber e interiorizar. É importante desenvolver o hábito de retomar o rumo.