Ao aprender qualquer coisa, passamos por 4 fases.

Ignorância → Sobrecarga → Clareza → Simplicidade

É um padrão que se repete.

Na Ignorância, não sabemos o que não sabemos.

As coisas parecem simples. Fáceis. Óbvias.

É uma ilusão.

Cometemos erros e nem entendemos que são erros. Os resultados são ruins. A frustração é constante. Isso quando conseguimos fazer alguma coisa — porque na maioria das vezes, não conseguimos.

Descobrimos barreiras operacionais ao longo do caminho. Batemos num muro após o outro. Até que finalmente percebemos: há muito mais aqui do que imaginávamos.

Na Sobrecarga, começamos a saber o que não sabemos.

E é assustador.

Existe um oceano de informação. Acumulamos dados dispersos, tentamos conectá-los — sem sucesso. As peças não se encaixam. Nada faz sentido completo.

Essa fase é longa. Dolorosa. Requer destreza para organizar ideias. Para perceber correlações. Para abstrair. Para generalizar. Para especializar.

A maioria fica presa aqui aqui, para sempre. Quem tem capacidade de abstração, análise e reconhecimento de padrões consegue emergir do caos e ganhar clareza.

Na Clareza, sabemos o que precisa ser sabido.

Não tudo — mas o importante.

Sabemos reconhecer o supérfluo. Sabemos como as diferentes coisas se conectam. Identificamos agrupamentos, padrões.